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terça-feira, 15 de abril de 2014

ENCOSTA E ARROCHA...


 
Graça da Praia das Flechas
 
Chega
Encosta
Arrocha
Dura rocha
Engata
No rabo
Da gata.
Vem
Te quero assim
Fazendo asneira
Plantando bananeira
Em cima de mim.
Banana madura
Das boas
Das grossas
Das grandes
De Graça
Na racha
Faz pirraça
Fica assim
Enterrado em mim.
O maestro é batuta
Não foge da luta
Está sempre em pé
Amo esta boca de jacaré!
Vou beijar bem dentro
No olho do bicho...
Tu gritas
Embriagante suplício!
Doce
Um pouco ácido
Sal com pimenta
Aguenta
Senão arrebenta.
Na parede
De pé
Enfie onde quiser
Grande chefe
Boca de jacaré.
Igual nunca vi
A me morder todinha
Bem aqui
Vê ?
Estou toda roxinha
Dá tanto tesão
Sugando este bocão.
Esvaindo-me em doçura
Talvez em diabruras
Engulo com avidez
Tudo de uma vez.
Sou potranca
Não me tranco
Na retranca
Vergo a vara
Mas sustento o mastro
Que besuntado está
De mel para escorregar.
Velas ao vento
Belo ornamento
Voltando à navegar
Loucamente
Nas profundezas de meu Mar.
A - Mar!



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SEDUÇÃO...



 Graça da Praia das Flechas

Chegou como uma sombra
Pelo caminho da escuridão
No negrume da noite
Trazia apenas um violão!
Logo notei que era um bruxo
Porque beleza não tinha não
Faltava até mesmo um pedaço
 

Do dedo de uma de suas mãos.
Feiticeiro das noites
Jogou o pó do Luar sobre mim
A luz de Neón me cegou
E até lindo para mim se tornou.
Eu sussurrava vade-retros
Com medo de Satanás
Mas o diabo me pegou
Não me soltou nunca mais.
Fez comigo o que bem quis
Tornou-me mulher feliz
Por ele tornei-me meretriz.
Fez sexo de todas as maneiras e jeito
Mexia com remelexo
Eu o levava pelo cabresto.
O Capeta ainda cantava
Mexe-mexe neném
No colinho, que aqui tem.
"Eu vim aqui pra te ver
Estou parado na tua
Deixa de onda meu bem
Vê se fica logo nua"
Não tinha nenhum pudor
Era meu louco amor
E assim me deixou
Perdidinha repleta de Dor...
Mas condenado a caminhar
Na escuridão da noite
Pegou seu violão
E sem sequer se despedir
..... Foi-se então....
Aquele terrível Bruxo
Faceiro
Fagueiro
Tão Feiticeiro
Que eu amei
Como se fosse de meus amores
....O Último, o Derradeiro....






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domingo, 8 de dezembro de 2013

POEMINHA SACANINHA, SÓ PRA VOCÊ..




Graça da Praia das Flechas 

Vem, Poeta, vem gostoso
Com todo este teu colosso
Desvendar as minhas sendas
De entremeios obscuros
Que te entrego minha fenda
Só pra te enlouquecer

Vem fazer amor bandido
Jamais por mim foste esquecido
Em meu caminho tortuoso
És o Todo-Poderoso
Desta quenga ensandecida
Que por ti dá a própria vida
Com as coxas a tremer
E o útero a retorcer

Aparece em meu quarto
Lá está o teu retrato
Onde nas horas solitárias
Olho tanto àquelas partes
Foto tirada fazendo artes
Que meus dedos solitários
Já nem sei onde me_ter

Vem, Poeta, vem ligeiro
Vem formoso, bem fagueiro
Com teu nariz de perdigueiro
Vem depressa me cheirar

Deixa um cheiro em meu pescoço
Depois desça pelo torso
Que é todinho apetitoso
Vem em meus peitos se lambuzar

Pois há tempos te espero
Em minhas brenhas tão devassas
Que despudorada, à sua caça
Todos meus laços vou armar

Te faço um dengo saboroso
Ponho mais brilho em teu lustroso
Vais ficar tão carinhoso
E todinha me amar

Vem fazer amor comigo
Manda embora este castigo
De ter que por vida afora
Pra sempre te esperar





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terça-feira, 26 de novembro de 2013

A TINHOSA...



Graça da Praia das Flechas
 
Em febre te chamo
Com fome te como
Te sarro
Sacio
Não saio do cio
Paixão violenta
Com meus sentidos arrebenta
De noite saio como louca
À procura de uma boca
  Pra minha acalmar
Até que chegues
E venha minha sede matar
Em sonhos te traio
Nos delírios que caio
Minhas coxas vibrantes
Te chamam, meu amante
Sou mulher
Que sabe o que quer
Sou maneira
Faceira
Guerreira
Não mato com Flechas
Nem tiros eu dou
Minhas armas são Rimas
De Paixão, Sexo e Amor
Este esperar é uma agonia
Nos escraviza dia a dia
Conheço tuas taras
Todas as tuas fantasias
Faço estrepolias
Te coloco com tesão
Com tamanha ereção
Que só faltas explodir
Como um trovão à rugir
Relâmpagos à iluminar
Meu corpo que vais
Com tua seiva em jatos molhar
Arrepio
De frio
De Calor
Vulcão de amor
A ti pertenço
Entre fundo!
Afunde
Mar bravio
Em ondas me solto
Revolta te afogo
Água doce
Água salgada
Não sei de mais nada
Apenas esta demência
Que em mim se instala
Teu galho está dentro
Virulento
Machucando
Sangrando
Estou urrando
Arrebatada, exagerada, irracional
Em mim predomina
A paixão animal
Tonta estou, sem rumo
Grito rente
Rápido
Te engulo diferente 
De trás pra frente
Teu líquido copioso
Deixa meu mar tinhoso
Fogoso
Voluptuoso
A derramar o teu Amar
Tudo o que vens
Com tua língua pegar...




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ESTRANHO AMOR O NOSSO (desaconselhado para menor)


Graça da Praia das Flechas
(Maria da Graça C. Monteiro)
 
 
Sou a mulher mais louca
Que enche tua boca
Te deixa duro
No talo
Entalo
Engulo
Sinto ainda sede
Vem deitar na rede!
Te embalo
Eu sobre
Encaixo
Rebolo
Contigo embolo
No ato...
Gotejas suor
No estímulo adequado
Entre minhas coxas
Perdido em minha vulva
Tu uivas...
Entranhado
No descaminho
De meu ardente ninho...
O perfume
De minha toca quente
Insolente
Que te engole indecente
Vibrando
Apertando
Sugando...
Estás vociferando
Suplicando:
"Goza Puta!
Em minha boca
Deixa teu perfume 
De sândalo almiscarado deste jardim
Derramado sobre mim "...
Sangue
Sangro
Cor de rosa carmim
AHh embriaguez do Amor
No embalo vou
Tua loira gozou... 
 
 
 
 
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