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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Cum Grano Salis




Graça da Praia das Flechas

 


Entre montes e montanhas existe um casulo

Que se abre ao anoitecer, esperando o vento amante

Chegar com seus uivos infinitos

Para nele penetrar, desmanchando-o em gemidos de Paixão

(Graça da Praia das Flechas)


......................................


Ah, se chegue, meu amante doidamente enfurecido

Com seus segredos que perfuram meu corpo quente

Como se fora aquele Homem desconhecido

Que despejou em mim loucas juras de Amor ... eternamente


Em minha pele, ainda sinto seu arrepio cortante

Que como navalha marca minhas costas nuas

Com este sussurro sensual que me incendeia

Aquecendo minhas noites solitárias pelas ruas


Se achegue de novo, meu louco amante

Que com seus quentes delírios

 Deixava-me acordada, na madrugada que morria

Envolvida em seu prazer embriagante

Acalentada pela fria sedução de minha Lua


Clamo pela memória de seu tesão vagabundo

No cio das horas de fortes emoções

 Muitas vezes virava moribunda

Quando insano você vagueava

Por antigas trilhas, em outras direções 


Minha saudade machucada chora

Sentindo falta de nossa dolorida paixão

Sinto-me fria, inválida, morta

Anônima vago saudosa, em minha imaginação

 
 
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domingo, 4 de maio de 2014

DESESPERO





Graça da Praia das Flechas




Encontro-me no mais negro abismo
Morta em meus lamentos abissais

Vem, Demônio das profundezas Infernais
Leva-me nos teus braços em fogo
De Anjo decaído que és

Eu, Mulher agoniada
Devastada em minhas carnes
Nada mais sou
Se não te tenho dentro de mim

O que me resta
 Senão apodrecer
Neste fétido lamaçal
Que se tornou meu pobre Mundo?

Volta, Homem Infernal
Que me penetrou
Com seus desejos mais impuros
Tornando-me amante devassa e preferida

Vem e envolva-me em teus braços
Em abraços de pura perdição
Queima-me às entranhas
Com todos teus vícios estranhos
A Mim!
Tua Fêmea mais devassa

Mas, volta!

E, Pecadora contumaz que sou
 Faça-me perder novamente
Toda minha Razão
 
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terça-feira, 15 de abril de 2014

ENCOSTA E ARROCHA...


 
Graça da Praia das Flechas
 
Chega
Encosta
Arrocha
Dura rocha
Engata
No rabo
Da gata.
Vem
Te quero assim
Fazendo asneira
Plantando bananeira
Em cima de mim.
Banana madura
Das boas
Das grossas
Das grandes
De Graça
Na racha
Faz pirraça
Fica assim
Enterrado em mim.
O maestro é batuta
Não foge da luta
Está sempre em pé
Amo esta boca de jacaré!
Vou beijar bem dentro
No olho do bicho...
Tu gritas
Embriagante suplício!
Doce
Um pouco ácido
Sal com pimenta
Aguenta
Senão arrebenta.
Na parede
De pé
Enfie onde quiser
Grande chefe
Boca de jacaré.
Igual nunca vi
A me morder todinha
Bem aqui
Vê ?
Estou toda roxinha
Dá tanto tesão
Sugando este bocão.
Esvaindo-me em doçura
Talvez em diabruras
Engulo com avidez
Tudo de uma vez.
Sou potranca
Não me tranco
Na retranca
Vergo a vara
Mas sustento o mastro
Que besuntado está
De mel para escorregar.
Velas ao vento
Belo ornamento
Voltando à navegar
Loucamente
Nas profundezas de meu Mar.
A - Mar!



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SEDUÇÃO...



 Graça da Praia das Flechas

Chegou como uma sombra
Pelo caminho da escuridão
No negrume da noite
Trazia apenas um violão!
Logo notei que era um bruxo
Porque beleza não tinha não
Faltava até mesmo um pedaço
 

Do dedo de uma de suas mãos.
Feiticeiro das noites
Jogou o pó do Luar sobre mim
A luz de Neón me cegou
E até lindo para mim se tornou.
Eu sussurrava vade-retros
Com medo de Satanás
Mas o diabo me pegou
Não me soltou nunca mais.
Fez comigo o que bem quis
Tornou-me mulher feliz
Por ele tornei-me meretriz.
Fez sexo de todas as maneiras e jeito
Mexia com remelexo
Eu o levava pelo cabresto.
O Capeta ainda cantava
Mexe-mexe neném
No colinho, que aqui tem.
"Eu vim aqui pra te ver
Estou parado na tua
Deixa de onda meu bem
Vê se fica logo nua"
Não tinha nenhum pudor
Era meu louco amor
E assim me deixou
Perdidinha repleta de Dor...
Mas condenado a caminhar
Na escuridão da noite
Pegou seu violão
E sem sequer se despedir
..... Foi-se então....
Aquele terrível Bruxo
Faceiro
Fagueiro
Tão Feiticeiro
Que eu amei
Como se fosse de meus amores
....O Último, o Derradeiro....






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domingo, 8 de dezembro de 2013

POEMINHA SACANINHA, SÓ PRA VOCÊ..




Graça da Praia das Flechas 

Vem, Poeta, vem gostoso
Com todo este teu colosso
Desvendar as minhas sendas
De entremeios obscuros
Que te entrego minha fenda
Só pra te enlouquecer

Vem fazer amor bandido
Jamais por mim foste esquecido
Em meu caminho tortuoso
És o Todo-Poderoso
Desta quenga ensandecida
Que por ti dá a própria vida
Com as coxas a tremer
E o útero a retorcer

Aparece em meu quarto
Lá está o teu retrato
Onde nas horas solitárias
Olho tanto àquelas partes
Foto tirada fazendo artes
Que meus dedos solitários
Já nem sei onde me_ter

Vem, Poeta, vem ligeiro
Vem formoso, bem fagueiro
Com teu nariz de perdigueiro
Vem depressa me cheirar

Deixa um cheiro em meu pescoço
Depois desça pelo torso
Que é todinho apetitoso
Vem em meus peitos se lambuzar

Pois há tempos te espero
Em minhas brenhas tão devassas
Que despudorada, à sua caça
Todos meus laços vou armar

Te faço um dengo saboroso
Ponho mais brilho em teu lustroso
Vais ficar tão carinhoso
E todinha me amar

Vem fazer amor comigo
Manda embora este castigo
De ter que por vida afora
Pra sempre te esperar





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